1. Gruta de São Thomé
A Gruta de São Thomé está localizada no centro da cidade, ao lado da Igreja Matriz de São Thomé das Letras. Considerando a existência de outras grutas na região, a Gruta São Thomé é uma gruta de pequeno porte , que na sua parte superior funciona como um mirante de onde é possível ter uma vista geral da cidade e da paisagem local. Na entrada lateral da gruta, em uma parede rochosa, encontram-se inscrições rupestres que, segundo o Departamento de Cultura e Turismo da cidade, deram origem ao nome da cidade. É uma gruta com acesso livre para todas as idades e fácil acesso e locomoção em seu interior . Conta a lenda que, no final do século XVIII, um escravo da fazenda Campo Grande, conhecido como João Antão, cansado de ser maltratado por seu senhor, o Capitão João Francisco Junqueira, fugiu da fazenda e encontrou uma gruta, onde se refugiou e viveu por bastante tempo escondido, comendo frutos silvestres, raízes e peixes. Certo dia, um dia, um senhor de roupas claras e traços finos apareceu ao escravo perguntando o motivo de sua permanência por tanto tempo naquela gruta. O escravo, então, contou-lhe sua história. O estranho homem escreveu um bilhete e o entregou ao escravo, instruindo-lhe que levasse ao seu senhor e prometendo-lhe que seria libertado. Ao ler o bilhete, o Capitão lhe ordenou que o levasse até a gruta, onde constatou a presença de uma pequena imagem identificada como sendo de São Thomé, apóstolo de Cristo, esculpida em madeira. João Francisco Junqueira, homem profundamente religioso, recolheu a estátua e a levou para casa. A estátua sumiu e reapareceu na gruta por várias vezes. Acreditando ser um milagre, o Capitão mandou erguer uma capela no local, onde, em 1785, a capela foi substituída e construída a Igreja Matriz, originando assim o povoado. Dizem que o filho do Capitão, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, título este concedido por D. Pedro II, foi sepultado debaixo do altar da igreja. Hoje as três hipóteses mais aceitas são a da aparição de São Thomé ao escravo, deixando as pinturas como marca de sua visita, inscrições extraterrestres na gruta e pinturas rupestres dos índios Cataguases, os primeiros habitantes da serra, mas também já se falou em definições da própria natureza em contato com infiltrações, minerais e sol. Moradores da cidade fizeram um filme que conta a história – ASSISTIR Diz-se que São Thomé ficou sendo “das Letras” por causa dos desenhos rupestres feitos em vermelho que, ainda hoje, podem ser vistos na entrada da gruta.