Municípios como Jacutinga e Albertina atraem investidores e ampliam o protagonismo de Minas na produção dos vinhos de inverno.

Cerca de 100 projetos de vinícolas, com investimentos privados estimados em mais de R$ 1 bilhão, estão consolidando a Serra dos Encontros, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, como uma nova fronteira do vinho brasileiro, conforme a Associação Mineira de Municípios (AMM).
O movimento integra vinícolas, restaurantes, meios de hospedagem e experiências gastronômicas, estruturando roteiros turísticos focados na paisagem, clima de montanha e hospitalidade.
A AMM destaca a importância estratégica dessa transformação para Minas Gerais, já que a Serra dos Encontros, que abrange municípios mineiros como Jacutinga e Albertina, está se tornando um polo vitivinícola. Jacutinga, conhecida pela produção de malhas, também se estabelece como destino emergente do turismo rural e da viticultura.
A combinação de altitude, clima seco, dias ensolarados e noites frias favorece a produção de vinhos de inverno e o turismo na estação. O vinho integra-se a outros ativos mineiros como cafés especiais, queijos artesanais, azeites e cachaças, segundo a AMM.
O avanço da vitivinicultura na Mantiqueira é impulsionado pela técnica da dupla poda, validada pela Epamig. Essa inovação permite a produção de vinhos finos de alta qualidade em regiões de clima tropical de altitude, com colheita das uvas no inverno.