A Trilha Transespinhaço, uma das maiores do Brasil, conecta 53 unidades de conservação e mais de 40 municípios em Minas Gerais.

A Trilha Transespinhaço, que percorre a única cordilheira do Brasil, a Serra do Espinhaço, conecta turismo e conservação em Minas Gerais. Segundo o Momento MT, esta trilha atravessa a serra de sul a norte, ligando os municípios mineiros de Ouro Branco e Espinosa em um percurso que ultrapassa mil quilômetros.
Considerada uma das maiores trilhas de longo curso do país, a rota abrange 53 unidades de conservação e passa por mais de 40 municípios. Ao longo do caminho, a Transespinhaço reúne atrativos naturais, patrimônios culturais e comunidades tradicionais.
Reconhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera, a Serra do Espinhaço é a única cordilheira do Brasil e possui uma rica diversidade de paisagens e ecossistemas. A região funciona como área de transição entre os biomas Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga, concentrando espécies da fauna e da flora de grande relevância para a conservação ambiental, conforme o Momento MT.
O trajeto da trilha passa por importantes áreas protegidas, como os parques estaduais do Itacolomi, Pico do Itambé, Rio Preto, Biribiri, Serra do Intendente e Serra Nova. Entre os cenários que compõem a experiência, destacam-se campos rupestres, cânions, cachoeiras, cavernas e picos de montanha, além de vilarejos históricos e comunidades quilombolas. A trilha também integra atrativos ligados à gastronomia regional e ao patrimônio cultural associado à Estrada Real.
Pontos de destaque incluem os picos do Sol (2.100 metros de altitude), do Itambé (2.052 metros), Dois Irmãos (1.825 metros) e do Itacolomi (1.772 metros).
Além de ampliar as oportunidades para o turismo em ambientes naturais, a Trilha Transespinhaço contribui para a proteção de espécies ameaçadas de extinção da flora e da fauna. A iniciativa fortalece a conservação ambiental em uma das regiões mais biodiversas do país.
Devido à extensão da trilha, a logística da viagem pode ser adaptada ao trecho específico que o visitante deseja percorrer. Para quem planeja iniciar a travessia pelo marco de Ouro Branco, a principal porta de entrada terrestre e aérea da região é Belo Horizonte, que oferece acesso viário rápido e direto.
Para quem busca conhecer os trechos intermediários ou porções mais ao norte do roteiro, é possível contar com a infraestrutura e os terminais rodoviários de cidades-polo conectadas pela trilha, como Conceição do Mato Dentro, Diamantina, Serro e Bocaiúva. Isso facilita o planejamento logístico tanto de expedições curtas quanto de roteiros mais longos, segundo o Momento MT. O traçado da trilha é organizado em diferentes setores para facilitar o planejamento da expedição, interligando unidades de conservação e municípios estratégicos.